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Sete saias

por Ricardo Braz Frade, em 02.05.12
Diz-se que a mulher Nazarena usa sete saias por cima de si. A magia do número sete está presente por folclores do mundo inteiro, sendo frequente que seja simbólico das sete virtudes, das sete cores do arco-íris, dos sete dias da semana, das sete notas musicais e, no caso da Nazaré, das sete ondas do mar, tratando-se de uma vila com uma ligação quase vital ao Atlântico que lhe molha os pés.É ainda incerta a origem do uso de tal número de saias embora pareça existir uma função óbvia: a Nazarena passava bastante tempo na praia à espera do seu marido que se fazia ao mar alto para a pesca, e, durante esse período de tempo, serviam as saias como cobertores para todo o corpo - as de cima cobriam a parte superior do corpo, as de baixo a parte inferior.Outras opiniões existem, algumas com o seu quê de pitoresco, como a de servirem para se contarem as ondas do mar. É aceite pelas gentes da costa que as ondas vêm às sete de cada vez, e a partir daí tudo acalma até sete novas vagas surgirem de novo. Assim, as Nazarenas, para não se enganarem na contagem, tinham as sete saias como auxiliares de memória, de forma a que soubessem qual a melhor altura para entrar no mar.O conjunto é composto por uma saia branca, por baixo, e por cima desta várias outras de tecido claro debruadas a crochet.É mais ou menos certo que este costume surgiu por altura do Estado Novo (algures entre a década de 1930 até 1960) e que foi continuado desde então.

 

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publicado às 15:12

Moinho de Vento

por Ricardo Braz Frade, em 28.04.12

O moinho de vento existe um pouco por toda a Europa, embora com diferentes formas e estruturas. Em Portugal foi adoptado o tipo mediterrâneo, que exibe uma dimensão menor que os do norte europeus e tem um desenho cilíndrico e topo cónico (a que também se chama capelo), quase sempre construído em pedra, onde se juntam as velas de pano. No vértice que o encima existe muitas vezes um cata-vento que o moleiro usa para saber em que direcção deve girar o capelo de forma a maximizar a força de moagem conforme o vento que apanha - esta é uma das diferenças do moinho português para outros mais a norte, como por exemplo os Holandeses, cuja rotação é feita desde a base, ou seja, todo o moinho gira e não apenas a sua cúpula. Existe ainda uma particularidade nestas fábricas de Portugal: os búzios que se encontram junto às velas - estes serviam como uma espécie de anemómetro pelo som que produziam. A função original destes moinhos, isto é, a de moagem de cereais transformando-os em farinha, veio a cair na quase nulidade, já que a revolução industrial introduziu novos e mais eficientes motores que os moleiros passaram a adoptar. Têm hoje uma utilização predominantemente turística.

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publicado às 13:59

Moliceiro

por Ricardo Braz Frade, em 26.04.12

Moliceiros são os barcos típicos da Ria de Aveiro, banhada pelo rio Vouga, feitos de madeira de pinheiro e ornamentados com pinturas inspiradas na tradição popular. Movimenta-se com o empurrão da vara que finca o solo abaixo da água, da vela de lona e, quando é preciso, da sirga. São, na verdade, uma sub-categoria de um tipo de barcos que genericamente chamamos bateiras. Têm hoje uma aplicação sobretudo turística embora ainda, por vezes, sejam usados para o seu papel original, a apanha de moliço, plantas aquáticas usadas para fins agrícolas normalmente arrancadas de água com a ajuda de um ancinho - inicialmente eram até os próprios agricultores quem dava uso aos moliceiros, antes da apanha se ter transformado em profissão por si mesma.Caracteriza-se por ter um fundo chato e pela beleza decorativa das suas extremidades, quer a proa, quer a popa. Esta arte de ornamentação destaca-se pelas cores garridas usadas - os desenhos eram, amiúde, representações jocosas, humorísticas, históricas ou religiosas.

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publicado às 19:37

Bateira

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Barco usado pelos avieiros aquando da sua migração de Vieira de Leiria até ao Rio Tejo e, por vezes, ao Sado. A sua vida era feita na embarcação e por isso tinha divisões próprias de uma casa: um quarto, uma cozinha e uma oficina. Mais tarde, muitos destes pescadores vieram mesmo a fixar-se nas margens do rio, em pequenas casas de caniço e madeira.

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publicado às 22:50

Espigueiro

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Espigueiro

 

Estrutura em pedra e madeira, ou até de pedra somente, cuja função é, através de fissuras laterais, fazer secar o milho ao mesmo tempo que o impede de ser atacado por roedores. É frequente estarem situados em zonas em que o ar corra mais livre de forma a que o processo de secagem seja o mais rápido possível.Poderão, noutras zonas do país, ser chamados de canastros ou caniços.

 

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publicado às 13:05


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