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Cacela Velha

por Ricardo Braz Frade, em 18.07.12

Antes conhecida como Sítio da Igreja, a origem de Cacela Velha, aldeia situada no concelho de Vila Real de Santo António, no cume de um morro que tem o mar no seu sopé, perde-se na memória. Poderá ter origem fenícia, segundo alguns. Foi, com toda a certeza, um centro urbano romano e, posteriormente, árabe, sendo que com os primeiros serviu como ponto estratégico para a pesca e com os segundos adquiriu ainda uma função militar com a edificação de uma muralha de defesa. Sofreu forte desertificação com as constantes alterações de linhas costeiras e com ataques de barcos piratas, que levaram os locais a encontrarem segurança no interior da província e foi, como de resto todo o antigo Reino do Algarve, arrasada com o terramoto de 1755. Foi aqui que desembarcaram forças liberais de D. Pedro durante a guerra civil portuguesa que se dirigiam para a capital, onde triunfaram sobre as tropas miguelistas. À aldeia estão ligadas algumas lendas que parecem relacionar-se com o misticismo das mouras encantadas - como uma que conta a morte de um homem ao ter desafiado uma voz ao fundo de um poço (chamado, não por acaso, poço do moirinho).Hoje, conta claro com um papel predominantemente turístico - todavia, está longe de se tornar a armadilha para estrangeiro gastar dinheiro que muitos outros destinos próximos têm -, embora não esquecendo as suas raízes ligadas à faina, à salga e à agricultura. De lá, das casas térreas e brancas, de contornos populares e janelas enquadradas por um azul de mar, tem-se vista desabrigada sobre as areias da Ria Formosa e o Oceano Atlântico.

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publicado às 10:55

Parque Natural da Ria Formosa

por Ricardo Braz Frade, em 07.05.12

Desde o Ludo, perto de Loulé, até Cacela Velha, aldeia histórica no concelho de Vila Real de Santo António, estende-se este parque ao longo de 60 quilómetros paralelo à linha da costa algarvia. Trata-se, não exactamente de uma ria, mas de um sapal ou laguna, já que a sua origem não está na existência de um vale fluvial como as rias exigem, mas sim de uma barreira de ilhas que a separa do mar. Parte dela está sempre submersa, mas outra está sujeita às vontades das marés, podendo vir à superfície na baixa-mar. Caracteriza-se pela acumulação de sedimentos que coloca o nível dos fundos mais alto do que seria normal esperar. A laguna que se forma, protegida do Oceano por cordões de dunas, goza de grande diversidade faunística (com grande destaque para a avifauna) e florística entre as suas cinco ilhas arenosas e duas línguas peninsulares. Preserva tesouros da natureza animal como algumas aves migratórias vindas do Norte da Europa que aqui passam ou procuram um Inverno mais suave (o pato-real,a piadeira, o pato-trombeteiro, o marrequinho, o borrelho de coleira interrompida, a tarambola-cinzenta, o fuselo, o maçarico-de-bico-direito, o maçarico-real, o alfaiate, o perna-longa, o pilrito-pequeno e o pilrito-comum) ou símbolos do parque (como é a galinha-sultana, a garça-branca-pequena ou a cegonha-branca), ou ainda algumas aves de rapina que no inverno usam a Ria Formosa como zona de caça (vários taranhões, a águia-de-asa-redonda, falcões como o falcão-peregrino, ou outras, nocturnas, como a coruja-do-nabal ou a coruja-das-torres). A importância da ria é também económica já que a maioria desta população lá trabalha, na pesca do robalo, do sargo, da dourada e do linguado; na mariscagem; e na moluscicultura - os bivalves, como a ostra, o berbigão, o lingueirão ou as amêijoas, são predominantes por aqui.

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publicado às 23:08

Túmulo megalítico de Santa Rita

por Ricardo Braz Frade, em 07.05.12

Com cerca de 5000 anos, o túmulo situa-se nas imediações da aldeia de Santa Rita, no extremo sudeste português, junto a Vila Real de Santo António. É constituído por um corredor e uma câmara funerária onde foram identificados, aquando das escavações, oferendas que acompanhavam os mortos na sua viagem para a imortalidade - colares, vasos de cerâmica ou mesmo lâminas. Está, como é comum nestes casos, orientado para nascente (de onde nascem os astros) alinhando assim os mortos com esse ciclo inacabável do nascer e do renascer. É hoje usado para festejar algumas festividades cíclicas como Equinócios e Solstícios.

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publicado às 16:00

Cornos das Alturas

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

Os Cornos das Alturas foi o nome que a imaginação popular transmontana deu a uma formação serrana na Serra do Barroso.A Serra do Barroso, conhecida como a das "Alturas", tem, de determinado ponto de visão, dois morros pedregosos e de vegetação rasteira que se elevam criando a sensação de que dois cornos foram ali naturalmente formados. O trato popular surgiu daí, cornos das alturas, isto é, os dois cornos formados na serra das alturas. Um, o Coto dos Corvos, conta com 1216 metros e outro, mais alto, o Coto do Sudro, alcança 1279 metros de altitude.

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publicado às 15:54

Ria de Aveiro

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

A Ria de Aveiro é o nome dado ao acidente hidrográfico que se deu há cerca de quinhentos anos, onde o recuo do mar deu origem a uma lagoa que discorre paralelamente à linha da costa beirã. Lá desaguam vários cursos de água, sendo o rio Vouga o principal. No sentido nascente-poente, a Ria começa em Ovar e termina, a Oeste, junto a Mira. Entre a Barra e S. Jacinto, a linha costeira é interrompida por um único canal, mantido artificialmente, que liga a lagoa ao mar. A nível económico, a Ria assume ainda hoje um papel de destaque para a grande cidade que lhe está ao pé, Aveiro, através da produção de sal que se dá nas dezenas de salinas que lá se encontram (embora em franco decrescimento), da apanha do moliço que tornou o barco moliceiro um símbolo da região, e mais recentemente do turismo.

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publicado às 14:43

Douro vinhateiro

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Região demarcada e, em parte, considerada património mundial da UNESCO - a chamada Região Vinhateira do Alto Douro -, situada no Norte do país. É conhecida pelo vinho que produz, nomeadamente pelo mundialmente conhecido Vinho do Porto. A paisagem foi moldada pelo homem, que fez dos duros e pobres solos patamares de produção de vinho através de socalcos que escadeiam aquilo que seria uma elevação serrana. A tradição da uva nesta zona é milenar.

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publicado às 21:52

Escaroupim

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Vila avieira do concelho de Salvaterra de Magos que cresceu quando estes pescadores nómadas, a maioria vinda da Vieira de Leiria, se instalaram na zona e começaram a construir casas de caniço e, posteriormente, de madeira. Inicialmente este movimento migratório entre Leiria e os arrabaldes do Tejo era pendular, ou seja, no Inverno chegavam ao rio, no Verão partiam de volta para o mar. Com o tempo a fixação destas gentes do mar no rio que lhes dava sustento foi inevitável, possivelmente pelo custo que as viagens de ida e volta traziam.

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publicado às 22:09


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