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Procissão a Nossa Senhora das Dores de Monte Gordo

por Ricardo Braz Frade, em 08.05.12

Apesar da festa durar praticamente cinco dias inteiros, todos dão especial atenção a um em específico. No segundo Domingo de Setembro, Monte Gordo faz uma procissão, pela vila e areal adentro, à santa padroeira dos pescadores da terra, Nossa Senhora das Dores. As embarcações engalanam-se como deve ser para este evento, e a praia enche-se de Monte-gordinos numa cerimónia que termina na igreja da vila, com fogo de artifício a iluminar a imagem da santa. Existem, para além da Santa, outras imagens sacras a serem carregadas pelos habitantes da vila. Por vezes, aquando da passagem da procissão pela praia, alguns pescadores esquecem as buzinas que tocam e os foguetes que lançam para lá da rebentação, saltam dos seus barcos, e a nado aproximam-se da Senhora das Dores de quem recebem uma flor que está guardada sob o seu manto, voltando depois para as embarcações e guardando atenciosamente a flor dada. Sendo manifestamente religiosa, conta também com corridas entre embarcações, realização de jogos tradicionais e concertos.

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publicado às 00:26

Fêra de Barrancos

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Diz-se "fêra" como variação alentejana de "feira". Realizada em Barrancos, goza do regime de excepção onde as touradas podem ser exibidas à Espanhola, isto é, com a morte do touro - são habitualmente contratados matadores portugueses e espanhóis. Desde há poucos anos a festa foi perdendo o mediatismo já que esta se tornou legal, algo que durante muitos anos, pela proibição aos touros de mortes, não foi. Barrancos, sendo vila raiana, sempre se colocou entre o para cá e o para lá da fronteira portuguesa, razão pela qual a sua essência cultural é uma mistura da alentejana com a estremenha e andaluz.

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publicado às 20:10

Festas do Povo

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Festa realizada em Agosto ou Setembro na vila Alentejana de Campo Maior onde cada rua pensa numa temática com que a deve ornamentar - o tema é mantido em segredo até ao início da festa, que se dá na noite de enramação. As flores, de todos as cores e feitios, são o centro das atenções - são desenhadas em papel e cartão e usadas depois para enfeitar as ruelas. É uma festa centenária e de acordo com o nome, só se realizam quando o povo quer, já que é este que a prepara com dedicação e paciência que dá à ornamentação das ruas. Há, em alternativa, quem a chame Festa das Flores. Remontam às festas de São João Baptista.Para além da decoração única que transformam Campo Maior num verdadeiro jardim, as festas contam ainda com um fenómeno musical único. As "saias" ou o "canto de saias".

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publicado às 18:25

Feira de São Mateus ou Feira Franca de Viseu

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Criada em 1188 por D.Sancho I, tem actualmente a fama de ser a mais antiga de toda a Península. Percorre tudo o que é actividade, do artesanato a concertos de música moderna. Há quem lhe atribua uma forte ligação ao Rei D. João I que sempre teve Viseu na maior das considerações por ter sido a única a manter-se a seu lado por alturas da crise de 1383-1385. Há, contudo, quem diga que a festa tem origens ainda mais antigas, vindas do segundo rei de Portugal, D. Sancho I.Passou por, pelo menos, dois períodos muito negros. Um no final do século XV, onde a feira franca de Viseu desapareceu em consequência das perseguições feitas aos judeus que se concentravam na cidade e que em muito contribuíram para o sucesso mercantil desta e à expulsão dos Mouros da província Granada que deixaram de participar nela também. Outro no século XIX, fruto da chegada dos caminhos de ferro e da chamada revolução industrial que, ao aproximar as populações e os produtos, transformou várias actividades deste tipo em pouco mais que uma brincadeira com meia dúzia de tendas.Como o nome indica, trata-se de uma feira franca, isto é, onde os mercadores e os visitantes que queiram comprar produtos não têm de pagar qualquer tipo de taxa por o fazerem.

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publicado às 13:55

Festas do Barrete Verde e das Salinas

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Festa popular realizada no segundo fim-de-semana de Agosto, de forte carácter tauromáquico mas também com componente religiosa associada - há uma procissão com Fados de teor telúrico. Três são as profissões homenageadas por esta altura: o campino, o forcado e o salineiro.Entre os momentos altos do arraial popular destacam-se a procissão por Terra e por Mar (com a imagem de Nossa Senhora da Vida a chegar a Alcochete numa embarcação típica do Tejo e mostra a profunda ligação dos Alcochetanos ao rio que os sustenta), as largadas de toiros e as sardinhadas (onde se oferecem, na noite de Sábado para Domingo, sardinhas assadas nos fogareiros de rua e pão e vinho, ao som da charanga, bando de músicos irresistivelmente desafinados, que vai passando pelas ruelas).

 

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publicado às 13:25


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