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Lampreia

por Ricardo Braz Frade, em 17.02.13

Têm um formato invulgar, quase único, especialmente se olharmos para a forma circular da boca e para a enorme quantidade de pequenos dentes que a enchem. Vivem no mar mas sobem aos rios para desovarem, e é neste momento que são apanhadas, por altura do fim do Inverno e início da Primavera, em Fevereiro, Março e Abril. Inicialmente, antes do uso de redes que a permitem apanhar em maiores quantidades, era pescada através de uma fisga, que é uma espécie de ancinho, feito em ferro e incorporado na ponta de um cabo de madeira.

Portugal usa desde sempre a lampreia, já enquanto adulta, como obra gastronómica, sobretudo no famoso arroz de lampreia, ou na lampreia à moda do Minho. A preparação mais habitual passa por lhe retirar a pele, por a esfolar, depois de um golpe na cabeça, e da posterior remoção da tripa, aproveitando o seu sangue para dar sabor ao prato, sendo depois cozinhada de diversas formas, consoante a região. Há roteiros gastronómicos em torno deste petisco, e festivais regionais com especial dedicação a ele, como acontece em Penamacova, por exemplo. É pescada mais frequentemente nos rios Tejo, Douro e Minho - no entanto, é o norte do país, principalmente o Minho, que mais comummente associamos ao seu consumo. Poderá a tradição de se usar lampreia como refeição ser romana, já que estes as criavam para esse fim.

O preço da lampreia tem caído visivelmente nos últimos anos dado o crescimento da sua importação, pondo-a como um produto bem menos nobre do que aquele que era antes visto.

Foram recentemente identificadas três novas espécies de lampreia em território português que, à altura, não se encontraram em nenhum outro país: a da Costa da Prata, a do Sado e a do Nabão, baptizadas assim de acordo com os sítios onde foram encontradas.

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publicado às 14:05

Garrano

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Cavalo de baixo porte e autóctone, muitas vezes comparado ao pónei, normalmente associado a actividades agrícolas (de minifúndio, sobretudo) ou até de transporte de minérios, e nativo da zona Norte do país - encontra-se sobretudo em zonas montanhosas e húmidas, junto do seu único predador, o lobo-ibérico. Apresenta cerca de 1,30 m e é associado a outras raças classificadas como póneis celtas - ainda hoje, na Irlanda e na Escócia, se usa o termo garron para designar o que habitualmente conhecemos como pónei.Quase desapareceu assim que a agricultura começou a ficar cada vez mais mecanizada e o homem o desvalorizou como máquina de trabalho.Há quem diga que manteve, até hoje, formas de defesa que vêm desde há muitos anos, ao protegerem as suas crias dentro de um círculo formado por si próprios e expulsando os predadores com coices.

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publicado às 15:47


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