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Ria de Aveiro

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

A Ria de Aveiro é o nome dado ao acidente hidrográfico que se deu há cerca de quinhentos anos, onde o recuo do mar deu origem a uma lagoa que discorre paralelamente à linha da costa beirã. Lá desaguam vários cursos de água, sendo o rio Vouga o principal. No sentido nascente-poente, a Ria começa em Ovar e termina, a Oeste, junto a Mira. Entre a Barra e S. Jacinto, a linha costeira é interrompida por um único canal, mantido artificialmente, que liga a lagoa ao mar. A nível económico, a Ria assume ainda hoje um papel de destaque para a grande cidade que lhe está ao pé, Aveiro, através da produção de sal que se dá nas dezenas de salinas que lá se encontram (embora em franco decrescimento), da apanha do moliço que tornou o barco moliceiro um símbolo da região, e mais recentemente do turismo.

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publicado às 14:43

Moliceiro

por Ricardo Braz Frade, em 26.04.12

Moliceiros são os barcos típicos da Ria de Aveiro, banhada pelo rio Vouga, feitos de madeira de pinheiro e ornamentados com pinturas inspiradas na tradição popular. Movimenta-se com o empurrão da vara que finca o solo abaixo da água, da vela de lona e, quando é preciso, da sirga. São, na verdade, uma sub-categoria de um tipo de barcos que genericamente chamamos bateiras. Têm hoje uma aplicação sobretudo turística embora ainda, por vezes, sejam usados para o seu papel original, a apanha de moliço, plantas aquáticas usadas para fins agrícolas normalmente arrancadas de água com a ajuda de um ancinho - inicialmente eram até os próprios agricultores quem dava uso aos moliceiros, antes da apanha se ter transformado em profissão por si mesma.Caracteriza-se por ter um fundo chato e pela beleza decorativa das suas extremidades, quer a proa, quer a popa. Esta arte de ornamentação destaca-se pelas cores garridas usadas - os desenhos eram, amiúde, representações jocosas, humorísticas, históricas ou religiosas.

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publicado às 19:37

Douro vinhateiro

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Região demarcada e, em parte, considerada património mundial da UNESCO - a chamada Região Vinhateira do Alto Douro -, situada no Norte do país. É conhecida pelo vinho que produz, nomeadamente pelo mundialmente conhecido Vinho do Porto. A paisagem foi moldada pelo homem, que fez dos duros e pobres solos patamares de produção de vinho através de socalcos que escadeiam aquilo que seria uma elevação serrana. A tradição da uva nesta zona é milenar.

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publicado às 21:52

Fêra de Barrancos

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Diz-se "fêra" como variação alentejana de "feira". Realizada em Barrancos, goza do regime de excepção onde as touradas podem ser exibidas à Espanhola, isto é, com a morte do touro - são habitualmente contratados matadores portugueses e espanhóis. Desde há poucos anos a festa foi perdendo o mediatismo já que esta se tornou legal, algo que durante muitos anos, pela proibição aos touros de mortes, não foi. Barrancos, sendo vila raiana, sempre se colocou entre o para cá e o para lá da fronteira portuguesa, razão pela qual a sua essência cultural é uma mistura da alentejana com a estremenha e andaluz.

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publicado às 20:10

Escaroupim

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Vila avieira do concelho de Salvaterra de Magos que cresceu quando estes pescadores nómadas, a maioria vinda da Vieira de Leiria, se instalaram na zona e começaram a construir casas de caniço e, posteriormente, de madeira. Inicialmente este movimento migratório entre Leiria e os arrabaldes do Tejo era pendular, ou seja, no Inverno chegavam ao rio, no Verão partiam de volta para o mar. Com o tempo a fixação destas gentes do mar no rio que lhes dava sustento foi inevitável, possivelmente pelo custo que as viagens de ida e volta traziam.

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publicado às 22:09

Avieiro

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Avieiro

Movimentos migratórios originários da praia de Vieira de Leiria - durante o Inverno, e para fugir ao mar revoltoso, vinham para o Tejo procurar sustento (nomeadamente na safra do sável, um peixe de água doce, e da enguia), voltando a casa nos inícios da Primavera. A partir de Vila Franca, vindo de Lisboa, era frequente vermos os avieiros, pequenos povos piscatórios com casas construídas em madeira e com pilares a elevarem-nas acima do rio, nas zonas de Salvaterra de Magos, Valada do Ribatejo, Azambuja, Escaroupim, Porto de Muge, Santarém, Alpiarça e Vale de Figueira. O Rio Sado, embora em menor escala, também recebeu alguns destes pescadores. A partir da primeira década do século XX tronaram-se sedentários, cessando assim as migrações. Ao longo de todos estes anos, nunca foram muito bem aceites pela população local.

 

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publicado às 19:37

Canto de Saias

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Cantadas normalmente por altura das Festas do Povo em Campo Maior, o Canto de Saias ouve-se ao som de pandeiretas e outros instrumentos de percussão adornados com guizos, normalmente entoado por mulheres, acompanhado de uma dança em valsa onde as saias que lhes dão o nome são rodopiadas. Inicialmente, diz-se, apenas se usava o pandeiro, e foi a proximidade da raia espanhola que trouxe as latinhas da pandeireta a mudar-lhe o tom. As letras vão buscar inspiração às Festas do Povo, ao amor, ao maldizer e à vida de trabalho.

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publicado às 18:42

Festas do Povo

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Festa realizada em Agosto ou Setembro na vila Alentejana de Campo Maior onde cada rua pensa numa temática com que a deve ornamentar - o tema é mantido em segredo até ao início da festa, que se dá na noite de enramação. As flores, de todos as cores e feitios, são o centro das atenções - são desenhadas em papel e cartão e usadas depois para enfeitar as ruelas. É uma festa centenária e de acordo com o nome, só se realizam quando o povo quer, já que é este que a prepara com dedicação e paciência que dá à ornamentação das ruas. Há, em alternativa, quem a chame Festa das Flores. Remontam às festas de São João Baptista.Para além da decoração única que transformam Campo Maior num verdadeiro jardim, as festas contam ainda com um fenómeno musical único. As "saias" ou o "canto de saias".

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publicado às 18:25

Garrano

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Cavalo de baixo porte e autóctone, muitas vezes comparado ao pónei, normalmente associado a actividades agrícolas (de minifúndio, sobretudo) ou até de transporte de minérios, e nativo da zona Norte do país - encontra-se sobretudo em zonas montanhosas e húmidas, junto do seu único predador, o lobo-ibérico. Apresenta cerca de 1,30 m e é associado a outras raças classificadas como póneis celtas - ainda hoje, na Irlanda e na Escócia, se usa o termo garron para designar o que habitualmente conhecemos como pónei.Quase desapareceu assim que a agricultura começou a ficar cada vez mais mecanizada e o homem o desvalorizou como máquina de trabalho.Há quem diga que manteve, até hoje, formas de defesa que vêm desde há muitos anos, ao protegerem as suas crias dentro de um círculo formado por si próprios e expulsando os predadores com coices.

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publicado às 15:47

Medronho

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Fruto comestível e amarelo quando nasce, redondo, que cresce espontaneamente nos medronheiros, sobretudo na Serra do Caldeirão e na Serra de Monchique, e colhido quando está avermelhado entre Setembro e Dezembro.É conhecido por ser normalmente usado para fazer aguardente, a famosa e transparente aguardente de medronho, já que o seu excesso de açúcar torna-o fácil de fermentar. O processo de fermentação é feito em tanques de madeira ou de barro ou, mais recentemente, de cimento e dura entre 30 a 60 dias.Há ainda quem o use para licores ou conservas.

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publicado às 14:37


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