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Túmulo megalítico de Santa Rita

por Ricardo Braz Frade, em 07.05.12

Com cerca de 5000 anos, o túmulo situa-se nas imediações da aldeia de Santa Rita, no extremo sudeste português, junto a Vila Real de Santo António. É constituído por um corredor e uma câmara funerária onde foram identificados, aquando das escavações, oferendas que acompanhavam os mortos na sua viagem para a imortalidade - colares, vasos de cerâmica ou mesmo lâminas. Está, como é comum nestes casos, orientado para nascente (de onde nascem os astros) alinhando assim os mortos com esse ciclo inacabável do nascer e do renascer. É hoje usado para festejar algumas festividades cíclicas como Equinócios e Solstícios.

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publicado às 16:00

Sete saias

por Ricardo Braz Frade, em 02.05.12
Diz-se que a mulher Nazarena usa sete saias por cima de si. A magia do número sete está presente por folclores do mundo inteiro, sendo frequente que seja simbólico das sete virtudes, das sete cores do arco-íris, dos sete dias da semana, das sete notas musicais e, no caso da Nazaré, das sete ondas do mar, tratando-se de uma vila com uma ligação quase vital ao Atlântico que lhe molha os pés.É ainda incerta a origem do uso de tal número de saias embora pareça existir uma função óbvia: a Nazarena passava bastante tempo na praia à espera do seu marido que se fazia ao mar alto para a pesca, e, durante esse período de tempo, serviam as saias como cobertores para todo o corpo - as de cima cobriam a parte superior do corpo, as de baixo a parte inferior.Outras opiniões existem, algumas com o seu quê de pitoresco, como a de servirem para se contarem as ondas do mar. É aceite pelas gentes da costa que as ondas vêm às sete de cada vez, e a partir daí tudo acalma até sete novas vagas surgirem de novo. Assim, as Nazarenas, para não se enganarem na contagem, tinham as sete saias como auxiliares de memória, de forma a que soubessem qual a melhor altura para entrar no mar.O conjunto é composto por uma saia branca, por baixo, e por cima desta várias outras de tecido claro debruadas a crochet.É mais ou menos certo que este costume surgiu por altura do Estado Novo (algures entre a década de 1930 até 1960) e que foi continuado desde então.

 

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publicado às 15:12

Urtiga

por Ricardo Braz Frade, em 29.04.12

Planta mal-amada devido ao seu carácter urticante, bem latente nos falares portugueses que gostam de mandar qualquer coisa às urtigas quando não estão satisfeitas com ela. A origem da palavra vem precisamente desse fenómeno - quando a encostamos à pele, arde, ficando desta forma conhecida como uma espécie de planta maldita. Contudo, a má fama é uma fachada que esconde muitas outras funções benéficas que lhe podem ser atribuídas. Pode ser utilizada como fertilizante, insecticida, agricultura biológica, entre muitas outras coisas das quais se destaca o seu papel na gastronomia. Crescem em climas temperados, daí poderem ser facilmente encontradas em Portugal.

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publicado às 17:51

Montado

por Ricardo Braz Frade, em 29.04.12

Floresta de sobreiros criada pelo homem. Em Portugal, sobretudo no Ribatejo e Alentejo, é mais comum o montado de sobreiros puro ou o montado de sobro e azinho, composto também por azinheiras. Já no Centro e no Norte poderão também existir montados mas associados ao pinheiro - inclusivamente para protecção destes, já que os sobreiros que os circundam, pelo seu casco, os protegem de eventuais incêndios (a cortiça é um produto natural extremamente resistente ao fogo). Em Portugal, os montados são responsáveis pela protecção de mais de 50% da produção de cortiça em todo o mundo.

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publicado às 17:24

Moinho de Vento

por Ricardo Braz Frade, em 28.04.12

O moinho de vento existe um pouco por toda a Europa, embora com diferentes formas e estruturas. Em Portugal foi adoptado o tipo mediterrâneo, que exibe uma dimensão menor que os do norte europeus e tem um desenho cilíndrico e topo cónico (a que também se chama capelo), quase sempre construído em pedra, onde se juntam as velas de pano. No vértice que o encima existe muitas vezes um cata-vento que o moleiro usa para saber em que direcção deve girar o capelo de forma a maximizar a força de moagem conforme o vento que apanha - esta é uma das diferenças do moinho português para outros mais a norte, como por exemplo os Holandeses, cuja rotação é feita desde a base, ou seja, todo o moinho gira e não apenas a sua cúpula. Existe ainda uma particularidade nestas fábricas de Portugal: os búzios que se encontram junto às velas - estes serviam como uma espécie de anemómetro pelo som que produziam. A função original destes moinhos, isto é, a de moagem de cereais transformando-os em farinha, veio a cair na quase nulidade, já que a revolução industrial introduziu novos e mais eficientes motores que os moleiros passaram a adoptar. Têm hoje uma utilização predominantemente turística.

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publicado às 13:59

Cornos das Alturas

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

Os Cornos das Alturas foi o nome que a imaginação popular transmontana deu a uma formação serrana na Serra do Barroso.A Serra do Barroso, conhecida como a das "Alturas", tem, de determinado ponto de visão, dois morros pedregosos e de vegetação rasteira que se elevam criando a sensação de que dois cornos foram ali naturalmente formados. O trato popular surgiu daí, cornos das alturas, isto é, os dois cornos formados na serra das alturas. Um, o Coto dos Corvos, conta com 1216 metros e outro, mais alto, o Coto do Sudro, alcança 1279 metros de altitude.

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publicado às 15:54

Ria de Aveiro

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

A Ria de Aveiro é o nome dado ao acidente hidrográfico que se deu há cerca de quinhentos anos, onde o recuo do mar deu origem a uma lagoa que discorre paralelamente à linha da costa beirã. Lá desaguam vários cursos de água, sendo o rio Vouga o principal. No sentido nascente-poente, a Ria começa em Ovar e termina, a Oeste, junto a Mira. Entre a Barra e S. Jacinto, a linha costeira é interrompida por um único canal, mantido artificialmente, que liga a lagoa ao mar. A nível económico, a Ria assume ainda hoje um papel de destaque para a grande cidade que lhe está ao pé, Aveiro, através da produção de sal que se dá nas dezenas de salinas que lá se encontram (embora em franco decrescimento), da apanha do moliço que tornou o barco moliceiro um símbolo da região, e mais recentemente do turismo.

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publicado às 14:43

Moliceiro

por Ricardo Braz Frade, em 26.04.12

Moliceiros são os barcos típicos da Ria de Aveiro, banhada pelo rio Vouga, feitos de madeira de pinheiro e ornamentados com pinturas inspiradas na tradição popular. Movimenta-se com o empurrão da vara que finca o solo abaixo da água, da vela de lona e, quando é preciso, da sirga. São, na verdade, uma sub-categoria de um tipo de barcos que genericamente chamamos bateiras. Têm hoje uma aplicação sobretudo turística embora ainda, por vezes, sejam usados para o seu papel original, a apanha de moliço, plantas aquáticas usadas para fins agrícolas normalmente arrancadas de água com a ajuda de um ancinho - inicialmente eram até os próprios agricultores quem dava uso aos moliceiros, antes da apanha se ter transformado em profissão por si mesma.Caracteriza-se por ter um fundo chato e pela beleza decorativa das suas extremidades, quer a proa, quer a popa. Esta arte de ornamentação destaca-se pelas cores garridas usadas - os desenhos eram, amiúde, representações jocosas, humorísticas, históricas ou religiosas.

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publicado às 19:37

Bateira

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Barco usado pelos avieiros aquando da sua migração de Vieira de Leiria até ao Rio Tejo e, por vezes, ao Sado. A sua vida era feita na embarcação e por isso tinha divisões próprias de uma casa: um quarto, uma cozinha e uma oficina. Mais tarde, muitos destes pescadores vieram mesmo a fixar-se nas margens do rio, em pequenas casas de caniço e madeira.

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publicado às 22:50

Douro vinhateiro

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Região demarcada e, em parte, considerada património mundial da UNESCO - a chamada Região Vinhateira do Alto Douro -, situada no Norte do país. É conhecida pelo vinho que produz, nomeadamente pelo mundialmente conhecido Vinho do Porto. A paisagem foi moldada pelo homem, que fez dos duros e pobres solos patamares de produção de vinho através de socalcos que escadeiam aquilo que seria uma elevação serrana. A tradição da uva nesta zona é milenar.

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publicado às 21:52


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