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Escaroupim

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Vila avieira do concelho de Salvaterra de Magos que cresceu quando estes pescadores nómadas, a maioria vinda da Vieira de Leiria, se instalaram na zona e começaram a construir casas de caniço e, posteriormente, de madeira. Inicialmente este movimento migratório entre Leiria e os arrabaldes do Tejo era pendular, ou seja, no Inverno chegavam ao rio, no Verão partiam de volta para o mar. Com o tempo a fixação destas gentes do mar no rio que lhes dava sustento foi inevitável, possivelmente pelo custo que as viagens de ida e volta traziam.

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publicado às 22:09

Avieiro

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Avieiro

Movimentos migratórios originários da praia de Vieira de Leiria - durante o Inverno, e para fugir ao mar revoltoso, vinham para o Tejo procurar sustento (nomeadamente na safra do sável, um peixe de água doce, e da enguia), voltando a casa nos inícios da Primavera. A partir de Vila Franca, vindo de Lisboa, era frequente vermos os avieiros, pequenos povos piscatórios com casas construídas em madeira e com pilares a elevarem-nas acima do rio, nas zonas de Salvaterra de Magos, Valada do Ribatejo, Azambuja, Escaroupim, Porto de Muge, Santarém, Alpiarça e Vale de Figueira. O Rio Sado, embora em menor escala, também recebeu alguns destes pescadores. A partir da primeira década do século XX tronaram-se sedentários, cessando assim as migrações. Ao longo de todos estes anos, nunca foram muito bem aceites pela população local.

 

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publicado às 19:37

Canto de Saias

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Cantadas normalmente por altura das Festas do Povo em Campo Maior, o Canto de Saias ouve-se ao som de pandeiretas e outros instrumentos de percussão adornados com guizos, normalmente entoado por mulheres, acompanhado de uma dança em valsa onde as saias que lhes dão o nome são rodopiadas. Inicialmente, diz-se, apenas se usava o pandeiro, e foi a proximidade da raia espanhola que trouxe as latinhas da pandeireta a mudar-lhe o tom. As letras vão buscar inspiração às Festas do Povo, ao amor, ao maldizer e à vida de trabalho.

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publicado às 18:42

Festas do Povo

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Festa realizada em Agosto ou Setembro na vila Alentejana de Campo Maior onde cada rua pensa numa temática com que a deve ornamentar - o tema é mantido em segredo até ao início da festa, que se dá na noite de enramação. As flores, de todos as cores e feitios, são o centro das atenções - são desenhadas em papel e cartão e usadas depois para enfeitar as ruelas. É uma festa centenária e de acordo com o nome, só se realizam quando o povo quer, já que é este que a prepara com dedicação e paciência que dá à ornamentação das ruas. Há, em alternativa, quem a chame Festa das Flores. Remontam às festas de São João Baptista.Para além da decoração única que transformam Campo Maior num verdadeiro jardim, as festas contam ainda com um fenómeno musical único. As "saias" ou o "canto de saias".

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publicado às 18:25

Garrano

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Cavalo de baixo porte e autóctone, muitas vezes comparado ao pónei, normalmente associado a actividades agrícolas (de minifúndio, sobretudo) ou até de transporte de minérios, e nativo da zona Norte do país - encontra-se sobretudo em zonas montanhosas e húmidas, junto do seu único predador, o lobo-ibérico. Apresenta cerca de 1,30 m e é associado a outras raças classificadas como póneis celtas - ainda hoje, na Irlanda e na Escócia, se usa o termo garron para designar o que habitualmente conhecemos como pónei.Quase desapareceu assim que a agricultura começou a ficar cada vez mais mecanizada e o homem o desvalorizou como máquina de trabalho.Há quem diga que manteve, até hoje, formas de defesa que vêm desde há muitos anos, ao protegerem as suas crias dentro de um círculo formado por si próprios e expulsando os predadores com coices.

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publicado às 15:47

Medronho

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Fruto comestível e amarelo quando nasce, redondo, que cresce espontaneamente nos medronheiros, sobretudo na Serra do Caldeirão e na Serra de Monchique, e colhido quando está avermelhado entre Setembro e Dezembro.É conhecido por ser normalmente usado para fazer aguardente, a famosa e transparente aguardente de medronho, já que o seu excesso de açúcar torna-o fácil de fermentar. O processo de fermentação é feito em tanques de madeira ou de barro ou, mais recentemente, de cimento e dura entre 30 a 60 dias.Há ainda quem o use para licores ou conservas.

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publicado às 14:37

Feira de São Mateus ou Feira Franca de Viseu

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

Criada em 1188 por D.Sancho I, tem actualmente a fama de ser a mais antiga de toda a Península. Percorre tudo o que é actividade, do artesanato a concertos de música moderna. Há quem lhe atribua uma forte ligação ao Rei D. João I que sempre teve Viseu na maior das considerações por ter sido a única a manter-se a seu lado por alturas da crise de 1383-1385. Há, contudo, quem diga que a festa tem origens ainda mais antigas, vindas do segundo rei de Portugal, D. Sancho I.Passou por, pelo menos, dois períodos muito negros. Um no final do século XV, onde a feira franca de Viseu desapareceu em consequência das perseguições feitas aos judeus que se concentravam na cidade e que em muito contribuíram para o sucesso mercantil desta e à expulsão dos Mouros da província Granada que deixaram de participar nela também. Outro no século XIX, fruto da chegada dos caminhos de ferro e da chamada revolução industrial que, ao aproximar as populações e os produtos, transformou várias actividades deste tipo em pouco mais que uma brincadeira com meia dúzia de tendas.Como o nome indica, trata-se de uma feira franca, isto é, onde os mercadores e os visitantes que queiram comprar produtos não têm de pagar qualquer tipo de taxa por o fazerem.

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publicado às 13:55

Festas do Barrete Verde e das Salinas

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Festa popular realizada no segundo fim-de-semana de Agosto, de forte carácter tauromáquico mas também com componente religiosa associada - há uma procissão com Fados de teor telúrico. Três são as profissões homenageadas por esta altura: o campino, o forcado e o salineiro.Entre os momentos altos do arraial popular destacam-se a procissão por Terra e por Mar (com a imagem de Nossa Senhora da Vida a chegar a Alcochete numa embarcação típica do Tejo e mostra a profunda ligação dos Alcochetanos ao rio que os sustenta), as largadas de toiros e as sardinhadas (onde se oferecem, na noite de Sábado para Domingo, sardinhas assadas nos fogareiros de rua e pão e vinho, ao som da charanga, bando de músicos irresistivelmente desafinados, que vai passando pelas ruelas).

 

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publicado às 13:25

Espigueiro

por Ricardo Braz Frade, em 23.04.12

 

Espigueiro

 

Estrutura em pedra e madeira, ou até de pedra somente, cuja função é, através de fissuras laterais, fazer secar o milho ao mesmo tempo que o impede de ser atacado por roedores. É frequente estarem situados em zonas em que o ar corra mais livre de forma a que o processo de secagem seja o mais rápido possível.Poderão, noutras zonas do país, ser chamados de canastros ou caniços.

 

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publicado às 13:05

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