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Urtiga

por Ricardo Braz Frade, em 29.04.12

Planta mal-amada devido ao seu carácter urticante, bem latente nos falares portugueses que gostam de mandar qualquer coisa às urtigas quando não estão satisfeitas com ela. A origem da palavra vem precisamente desse fenómeno - quando a encostamos à pele, arde, ficando desta forma conhecida como uma espécie de planta maldita. Contudo, a má fama é uma fachada que esconde muitas outras funções benéficas que lhe podem ser atribuídas. Pode ser utilizada como fertilizante, insecticida, agricultura biológica, entre muitas outras coisas das quais se destaca o seu papel na gastronomia. Crescem em climas temperados, daí poderem ser facilmente encontradas em Portugal.

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publicado às 17:51

Montado

por Ricardo Braz Frade, em 29.04.12

Floresta de sobreiros criada pelo homem. Em Portugal, sobretudo no Ribatejo e Alentejo, é mais comum o montado de sobreiros puro ou o montado de sobro e azinho, composto também por azinheiras. Já no Centro e no Norte poderão também existir montados mas associados ao pinheiro - inclusivamente para protecção destes, já que os sobreiros que os circundam, pelo seu casco, os protegem de eventuais incêndios (a cortiça é um produto natural extremamente resistente ao fogo). Em Portugal, os montados são responsáveis pela protecção de mais de 50% da produção de cortiça em todo o mundo.

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publicado às 17:24

Moinho de Vento

por Ricardo Braz Frade, em 28.04.12

O moinho de vento existe um pouco por toda a Europa, embora com diferentes formas e estruturas. Em Portugal foi adoptado o tipo mediterrâneo, que exibe uma dimensão menor que os do norte europeus e tem um desenho cilíndrico e topo cónico (a que também se chama capelo), quase sempre construído em pedra, onde se juntam as velas de pano. No vértice que o encima existe muitas vezes um cata-vento que o moleiro usa para saber em que direcção deve girar o capelo de forma a maximizar a força de moagem conforme o vento que apanha - esta é uma das diferenças do moinho português para outros mais a norte, como por exemplo os Holandeses, cuja rotação é feita desde a base, ou seja, todo o moinho gira e não apenas a sua cúpula. Existe ainda uma particularidade nestas fábricas de Portugal: os búzios que se encontram junto às velas - estes serviam como uma espécie de anemómetro pelo som que produziam. A função original destes moinhos, isto é, a de moagem de cereais transformando-os em farinha, veio a cair na quase nulidade, já que a revolução industrial introduziu novos e mais eficientes motores que os moleiros passaram a adoptar. Têm hoje uma utilização predominantemente turística.

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publicado às 13:59

Cornos das Alturas

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

Os Cornos das Alturas foi o nome que a imaginação popular transmontana deu a uma formação serrana na Serra do Barroso.A Serra do Barroso, conhecida como a das "Alturas", tem, de determinado ponto de visão, dois morros pedregosos e de vegetação rasteira que se elevam criando a sensação de que dois cornos foram ali naturalmente formados. O trato popular surgiu daí, cornos das alturas, isto é, os dois cornos formados na serra das alturas. Um, o Coto dos Corvos, conta com 1216 metros e outro, mais alto, o Coto do Sudro, alcança 1279 metros de altitude.

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publicado às 15:54

Ria de Aveiro

por Ricardo Braz Frade, em 27.04.12

A Ria de Aveiro é o nome dado ao acidente hidrográfico que se deu há cerca de quinhentos anos, onde o recuo do mar deu origem a uma lagoa que discorre paralelamente à linha da costa beirã. Lá desaguam vários cursos de água, sendo o rio Vouga o principal. No sentido nascente-poente, a Ria começa em Ovar e termina, a Oeste, junto a Mira. Entre a Barra e S. Jacinto, a linha costeira é interrompida por um único canal, mantido artificialmente, que liga a lagoa ao mar. A nível económico, a Ria assume ainda hoje um papel de destaque para a grande cidade que lhe está ao pé, Aveiro, através da produção de sal que se dá nas dezenas de salinas que lá se encontram (embora em franco decrescimento), da apanha do moliço que tornou o barco moliceiro um símbolo da região, e mais recentemente do turismo.

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publicado às 14:43

Moliceiro

por Ricardo Braz Frade, em 26.04.12

Moliceiros são os barcos típicos da Ria de Aveiro, banhada pelo rio Vouga, feitos de madeira de pinheiro e ornamentados com pinturas inspiradas na tradição popular. Movimenta-se com o empurrão da vara que finca o solo abaixo da água, da vela de lona e, quando é preciso, da sirga. São, na verdade, uma sub-categoria de um tipo de barcos que genericamente chamamos bateiras. Têm hoje uma aplicação sobretudo turística embora ainda, por vezes, sejam usados para o seu papel original, a apanha de moliço, plantas aquáticas usadas para fins agrícolas normalmente arrancadas de água com a ajuda de um ancinho - inicialmente eram até os próprios agricultores quem dava uso aos moliceiros, antes da apanha se ter transformado em profissão por si mesma.Caracteriza-se por ter um fundo chato e pela beleza decorativa das suas extremidades, quer a proa, quer a popa. Esta arte de ornamentação destaca-se pelas cores garridas usadas - os desenhos eram, amiúde, representações jocosas, humorísticas, históricas ou religiosas.

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publicado às 19:37

Bateira

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Barco usado pelos avieiros aquando da sua migração de Vieira de Leiria até ao Rio Tejo e, por vezes, ao Sado. A sua vida era feita na embarcação e por isso tinha divisões próprias de uma casa: um quarto, uma cozinha e uma oficina. Mais tarde, muitos destes pescadores vieram mesmo a fixar-se nas margens do rio, em pequenas casas de caniço e madeira.

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publicado às 22:50

Douro vinhateiro

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Região demarcada e, em parte, considerada património mundial da UNESCO - a chamada Região Vinhateira do Alto Douro -, situada no Norte do país. É conhecida pelo vinho que produz, nomeadamente pelo mundialmente conhecido Vinho do Porto. A paisagem foi moldada pelo homem, que fez dos duros e pobres solos patamares de produção de vinho através de socalcos que escadeiam aquilo que seria uma elevação serrana. A tradição da uva nesta zona é milenar.

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publicado às 21:52

Pisar da uva

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Hábito antigo - é feito num lagar, de onde sai o sumo que mais tarde é transformado em vinho. É normalmente acompanhado pelo entoar de músicas antigas para ritmar os movimentos de quem as pisa. O serão a seguir ao pisar da uva é uma fraternal tertúlia onde já se aposta se o vinho será bom ou não. A fermentação vai acontecendo naturalmente, enquanto este ritual se repete entre dois dias ou, no máximo, uma semana.

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publicado às 20:18

Fêra de Barrancos

por Ricardo Braz Frade, em 25.04.12

Diz-se "fêra" como variação alentejana de "feira". Realizada em Barrancos, goza do regime de excepção onde as touradas podem ser exibidas à Espanhola, isto é, com a morte do touro - são habitualmente contratados matadores portugueses e espanhóis. Desde há poucos anos a festa foi perdendo o mediatismo já que esta se tornou legal, algo que durante muitos anos, pela proibição aos touros de mortes, não foi. Barrancos, sendo vila raiana, sempre se colocou entre o para cá e o para lá da fronteira portuguesa, razão pela qual a sua essência cultural é uma mistura da alentejana com a estremenha e andaluz.

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publicado às 20:10

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