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Minas de Arouca

por Ricardo Braz Frade, em 18.08.13

As Minas de Arouca foram um grande complexo mineiro, dos quais se destacam o de Rio de Frades e o de Regoufe, qualquer um deles escondido em lugares inóspitos e serranos. Recordadas sobretudo pela sua contribuição para a indústria de armamento durante a II Guerra Mundial (embora também tenham ajudado a armar a I Grande Guerra), através da exportação de volfrâmio, as minas estão ligadas a um período negro da história mundial. À sua volta encontram-se muitas pequenas grutas destinadas a explorações clandestinas, quando por altura da chamada "febre do volfrâmio", isto é, em plena II Grande Guerra, alguns trabalhadores - conhecidos à data por "pilhas" - procuravam ilegalmente fazer da extracção deste minério a sua riqueza. O volfrâmio, entretanto, era um dos metais mais procurados no que toca a equipamento bélico e munições, com uma densidade próxima do ouro, ao ponto de lhe ser dado o epíteto de "ouro negro".

Parte da exploração destas minas estava entregue aos alemães, outra parte aos ingleses. Justificam-se assim, em grande parte, a predominância de muita gente da região com olhos bem azuis. Curioso é que a estrada que dava acesso aos complexos mineiros, que era, a partir de certo momento, única, tinha despesas divididas entre ambos os países. Exitia assim uma colaboração produtiva entre Grã-Bretanha e Alemanha em Portugal, para depois no palco de Guerra usarem os frutos dessa eficiência para se combaterem uma à outra.

Chegaram a trabalhar por cá cerca de 3000 pessoas, e os complexos incluiam residências para quem lá trabalhava, refeitório, farmácia e laboratório. Findou-se a guerra e desapareceu gradualmente a sua utilidade. Foram agora transformadas em Museu.

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publicado às 16:19

Cortiça

por Ricardo Braz Frade, em 31.03.13
Cortiça em descanso

Está para Portugal como o queijo para os franceses. O primeiro descortiçamento de um sobreiro é feito depois de um amadurecimento de duas ou três dezenas de anos, sempre por altura da entrada até ao pico do Verão. A partir da primeira recolha, esperam-se aproximadamente nove anos para fazer nova extracção. É comum encontrarmos, em viagens pelo Alentejo, florestas de sobreiros (ou montados de sobro) cujos troncos, depois de descascados, apresentam um número pintado. Este número indica o último digito do ano em que foi feito o corte, para que saibamos, nove anos depois, quando o devemos fazer novamente.

O sobreiro chega a ser centenário, podendo contar com duzentos ou trezentos anos de vida, e uma das suas imagens de marca é a regeneração da sua casca, a cortiça, uma espécie de fénix da flora. É este seu poder de renovação que ganha as simpatias de muitos ecologistas que vêem no sobreiro uma forma sustentável de retirar proveito da natureza e também um combate ao aquecimento global, já que fixam o dióxido de carbono, e até mesmo um travão à desertificação de certos terrenos sujeitos a temperaturas mais elevadas.

A remoção da cortiça do sobreiro tem vários tipos camadas associadas a ela, sendo a mais nova, a da chamada cortiça virgem, a de menor qualidade, e as seguintes - a segunda chamada secundeira e a terceira chamada amadia - as que são tidas como superiores, sendo que a partir da terceira camada começamos a ter a cortiça que está pronta para determinados produtos a que imediatamente a associamos, como é o caso das rolhas de garrafa de vinho. Um sobreiro jovem, portanto, aquando da sua primeira remoção, dá apenas cortiça virgem, ou seja, de menor valor, e, da mesma forma, os sobreiros mais velhos são responsáveis pelas pranchas de cortiça mais valiosas. Depois de retiradas, as pranchas são colocadas em descanso por um período superior a seis meses, onde se dá o seu processo de secagem.

Esta acção de descortiçamento desenvolveu formas de arte rural, que têm nos homens que a fazem, os tiradores, verdadeiros artistas. Uma delas, a machadada, consiste na remoção de cortiça com golpes de uma precisão milimétrica. Note-se que esta machadada tem de ser equilibrada, já que um corte demasiado profundo pode ir ao tronco nu do sobreiro, matando-o, e um corte demasiado superficial retira valor comercial à prancha que daí resulta.

Apesar de ser produzida em diversos países do sul da Europa e do norte de África - os tidos como países mediterrâneos -, é Portugal o país que maior produção tem, sendo responsável por mais de metade da produção mundial da matéria-prima.

Além de servir para as tais rolhas, sobretudo como isoladoras do vinho, têm também outros destinos em produtos finais como revestimento de solos, objectos decorativos, calçado ou como isoladora térmica. 

Faz tão parte da cultura popular que são várias as lendas que usam tal árvore como personagem, como é o caso de uma lenda de Proença-a-Nova que conta a ideia do seu povo contruir uma torre de cortiços que os fizesse chegar até à Lua.

Actualmente, e devido à escolha de alguns mercados por rolhas sintéticas em substituição das de cortiça, põe-se em causa a sua sobrevivência, já que a existência de montados em Portugal existe porque, até hoje, houve mercado - nacional e internacional - para eles. 

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publicado às 19:02

Lampreia

por Ricardo Braz Frade, em 17.02.13

Têm um formato invulgar, quase único, especialmente se olharmos para a forma circular da boca e para a enorme quantidade de pequenos dentes que a enchem. Vivem no mar mas sobem aos rios para desovarem, e é neste momento que são apanhadas, por altura do fim do Inverno e início da Primavera, em Fevereiro, Março e Abril. Inicialmente, antes do uso de redes que a permitem apanhar em maiores quantidades, era pescada através de uma fisga, que é uma espécie de ancinho, feito em ferro e incorporado na ponta de um cabo de madeira.

Portugal usa desde sempre a lampreia, já enquanto adulta, como obra gastronómica, sobretudo no famoso arroz de lampreia, ou na lampreia à moda do Minho. A preparação mais habitual passa por lhe retirar a pele, por a esfolar, depois de um golpe na cabeça, e da posterior remoção da tripa, aproveitando o seu sangue para dar sabor ao prato, sendo depois cozinhada de diversas formas, consoante a região. Há roteiros gastronómicos em torno deste petisco, e festivais regionais com especial dedicação a ele, como acontece em Penamacova, por exemplo. É pescada mais frequentemente nos rios Tejo, Douro e Minho - no entanto, é o norte do país, principalmente o Minho, que mais comummente associamos ao seu consumo. Poderá a tradição de se usar lampreia como refeição ser romana, já que estes as criavam para esse fim.

O preço da lampreia tem caído visivelmente nos últimos anos dado o crescimento da sua importação, pondo-a como um produto bem menos nobre do que aquele que era antes visto.

Foram recentemente identificadas três novas espécies de lampreia em território português que, à altura, não se encontraram em nenhum outro país: a da Costa da Prata, a do Sado e a do Nabão, baptizadas assim de acordo com os sítios onde foram encontradas.

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publicado às 14:05

Manjerico

por Ricardo Braz Frade, em 11.08.12
Ícone por excelência das festas populares de Santo António e de São João, o manjerico é essencialmente um ambientador ou um símbolo, ao contrário do manjericão que goza já de utilização gastronómica - as folhas de ambos são comestíveis, mas as do manjerico são um pouco mais rijas e, portanto, preteridas.Normalmente, em Portugal, é plantado na Primavera, dentro de um jarro, lançando-se várias sementes ao mesmo tempo para obter o efeito de bola em que as suas ramificações concentradas e juntas resultam. Apesar de um provérbio nos manda regar e pôr ao luar, a verdade é que especialistas não o aconselham. O seu cultivo é cuidadoso, devendo apanhar muita luz mas não estando directamente exposto ao sol, evitando ao mesmo tempo climas frios. Além de funcionar como perfume natural, há quem o use próximo de floreiras já que também serve como repelente de insectos. É uma planta perene, de curta duração, e raramente se aguenta de um ano para o outro. O ideal é guardar sempre algumas das sementes anuais que liberta e plantá-las novamente no ano seguinte.Segundo tradição popular, não deve ser cheirado directamente, mas sim tocando-o com a mão e cheirando esta depois. Este mito criado em volta do manjerico dá-lhe um cariz especial mas a verdade é que nada tem de verdade - aliás, muitas vezes estes toques dados à planta com a palma da mão são precisamente a causa da danificação da sua folhagem, podendo levá-lo a uma morte prematura. Há, no entanto, quem diga que tal superstição venha do facto do manjerico ser pouco dado ao álcool e ao alho, e que pessoas com estes hálitosse tenham habituado a cheirá-lo desta forma.Acima de tudo, é impossível falar desta planta com origem indiana sem lembrarmos as festas de Junho que acontecem em vários municípios lisboetas. Por esta altura, o manjerico é um presente de namorados, sendo oferecido entre pares, normalmente com uma quadra escrita numa pequena bandeira que por sua ver é espetada na terra do vaso.

 

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publicado às 18:25

Vinho verde

por Ricardo Braz Frade, em 11.08.12

É um vinho característico e único com denominação de origem controlada (DOC) já centenária. Há duas províncias em Portugal que o produzem, ambas situadas no Noroeste nacional, e são elas o Minho e o Douro Litoral.Ao contrário do que muitos julgam, o verde que lhe dá nome nada tem a ver a cor da uva quando vindimada - diz-se que se atribui esta cor ao vinho por vir, em especial, da região de Portugal mais associada a ela, o Minho. O que o faz diferente é a especificidade dos solos (topografia irregular, formações graníticas, acidez elevada, pobreza em fósforo, texturas arenosas), do clima (chuvas frequentes e forte assimetria entre estações do ano), o processo em que é elaborado (conta com uma fase extra de fermentação e descarta a fase de maturação), bem como as castas próprias da região (a casta Alvarinho, por exemplo, ficou célebre), que lhe trazem uma marca significativa em relação aos restantes tipos de vinhos, sobretudo no que toca à acidez.O processo de produção tem, como qualquer tipo de vinho, alguma complexidade.A enxertia (processo pelo qual o enxerto ou cavaleiro é ligado ao porta-enxerto ou cavalo, de forma a prevenir que as castas mais sensíveis sejam infectadas ou destruídas) é feita num tronco de bacelo abrindo-se uma ou duas fendas nele, onde será depois enfiada a videira. O enxerto fica finalizado depois de atarem as duas partes com ráfia. Actualmente já existem os chamados enxertos-prontos, que facilitam a tarefa a alguns produtos.A plantação, a poda e a empa decorrem num período em que a natureza ainda não está no seu apogeu vegetativo, normalmente nos três primeiros meses do ano. Após esta fase, no período vegetativo, há inúmeros acompanhamentos que devem ser feitos até que a uva brote (a esta acção contínua dá-se o nome de intervenções em verde). Este período dura até à pré-vindima onde se começam a preparar os acessos de tractor, se podam as videiras de forma a descobrir mais a uva, se trata de questões logísticas que facilitem a apanha da uva. Chega a vindima, altura em que a uva é sacada da videira no momento apropriado - ou seja, quando os níveis de acidez, de cor, e de taninos atingirem o ponto óptimo. Por fim segue-se a vinificação e o engarrafamento.Associada a ele está a Rota dos Vinhos Verdes, que combina vários caminhos que podem ser explorados de forma a conhecer a terra e a gente que lhe dá origem.O vinho verde pode ser tinto, branco ou rosé, havendo ainda quem faça aguardente, espumante ou mesmo vinagre dele, e deve ser bebido ainda jovem.

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publicado às 17:47

Cacela Velha

por Ricardo Braz Frade, em 18.07.12

Antes conhecida como Sítio da Igreja, a origem de Cacela Velha, aldeia situada no concelho de Vila Real de Santo António, no cume de um morro que tem o mar no seu sopé, perde-se na memória. Poderá ter origem fenícia, segundo alguns. Foi, com toda a certeza, um centro urbano romano e, posteriormente, árabe, sendo que com os primeiros serviu como ponto estratégico para a pesca e com os segundos adquiriu ainda uma função militar com a edificação de uma muralha de defesa. Sofreu forte desertificação com as constantes alterações de linhas costeiras e com ataques de barcos piratas, que levaram os locais a encontrarem segurança no interior da província e foi, como de resto todo o antigo Reino do Algarve, arrasada com o terramoto de 1755. Foi aqui que desembarcaram forças liberais de D. Pedro durante a guerra civil portuguesa que se dirigiam para a capital, onde triunfaram sobre as tropas miguelistas. À aldeia estão ligadas algumas lendas que parecem relacionar-se com o misticismo das mouras encantadas - como uma que conta a morte de um homem ao ter desafiado uma voz ao fundo de um poço (chamado, não por acaso, poço do moirinho).Hoje, conta claro com um papel predominantemente turístico - todavia, está longe de se tornar a armadilha para estrangeiro gastar dinheiro que muitos outros destinos próximos têm -, embora não esquecendo as suas raízes ligadas à faina, à salga e à agricultura. De lá, das casas térreas e brancas, de contornos populares e janelas enquadradas por um azul de mar, tem-se vista desabrigada sobre as areias da Ria Formosa e o Oceano Atlântico.

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publicado às 10:55

Gaspacho

por Ricardo Braz Frade, em 17.07.12

Sopa muito consumida no Verão por se comer fria ou gelada e que personifica bem a tradição da dieta mediterrânea. É típica da região das regiões sulistas ibéricas (em Portugal: Alentejo e Algarve) - embora outros países também a comam, como em alguns da américa central. A sua origem é antiga e há quem a atribua aos árabes que se instalaram por cá, deixando-a como herança aos actuais andaluzes. Outra teoria, que refuta a anterior, diz que a história do gaspacho começou mesmo na Andaluzia já reconquistada, visto que o tomate, essencial à sua composição, só chegou à Europa depois dos Árabes terem abandonado a península hispânica.É feita à base de tomate, transformando-o numa espécie de puré, juntando-se depois pequenos pedaços hortículas como o pepino, o pimento ou a cebola (em Espanha a diferença reside sobretudo aqui, onde os ingredientes são triturados e não apenas cortados) aos quais se adiciona pão da região. No final, tempera-se com sal, azeite, orégãos e vinagre, e ainda se podem juntar cubos de gelo para a arrefecer mais ainda.A sua simplicidade faz com que a vejam como sopa de campo ou, sendo um pouco mais pejorativo, de pobre.

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publicado às 16:28

Levante

por Ricardo Braz Frade, em 17.07.12

Termo conhecido para designar o vento quente que areja algumas regiões do sul de Portugal e Espanha, mormente no sotavento algarvio, que corre de Este ou Sudeste. Vindo do deserto do Sahara, em África, os ditos dias de levante caracterizam-se pelas altas temperaturas do ar e da água (chega a atingir os quase 30º) e o clima excepcionalmente seco. É frequente ouvirmos esta expressão no concelho de Vila Real de Santo António, desde a praia de Monte Gordo até à Manta Rota. Por vezes, sobretudo se o vento soprar forte de Sudeste, a costa oriental Algarvia, que é tradicionalmente de mar calmo, pode embravecer, impossibilitando o exercício piscatório. Apesar de ser muito apreciado pelos banhistas e turistas que habitualmente frequentam a costa sul do país durante o Verão, este fenómeno natural poderá prejudicar a agricultura algarvia devido às partículas salinas que carrega consigo - sobretudo no caso das amendoeiras e laranjeiras. Esta acção deteriorante faz com que algumas pessoas da faixa sudeste do país ainda digam, em dias de má disposição, que estão com vento levante.

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publicado às 15:05

Procissão a Nossa Senhora das Dores de Monte Gordo

por Ricardo Braz Frade, em 08.05.12

Apesar da festa durar praticamente cinco dias inteiros, todos dão especial atenção a um em específico. No segundo Domingo de Setembro, Monte Gordo faz uma procissão, pela vila e areal adentro, à santa padroeira dos pescadores da terra, Nossa Senhora das Dores. As embarcações engalanam-se como deve ser para este evento, e a praia enche-se de Monte-gordinos numa cerimónia que termina na igreja da vila, com fogo de artifício a iluminar a imagem da santa. Existem, para além da Santa, outras imagens sacras a serem carregadas pelos habitantes da vila. Por vezes, aquando da passagem da procissão pela praia, alguns pescadores esquecem as buzinas que tocam e os foguetes que lançam para lá da rebentação, saltam dos seus barcos, e a nado aproximam-se da Senhora das Dores de quem recebem uma flor que está guardada sob o seu manto, voltando depois para as embarcações e guardando atenciosamente a flor dada. Sendo manifestamente religiosa, conta também com corridas entre embarcações, realização de jogos tradicionais e concertos.

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publicado às 00:26

Parque Natural da Ria Formosa

por Ricardo Braz Frade, em 07.05.12

Desde o Ludo, perto de Loulé, até Cacela Velha, aldeia histórica no concelho de Vila Real de Santo António, estende-se este parque ao longo de 60 quilómetros paralelo à linha da costa algarvia. Trata-se, não exactamente de uma ria, mas de um sapal ou laguna, já que a sua origem não está na existência de um vale fluvial como as rias exigem, mas sim de uma barreira de ilhas que a separa do mar. Parte dela está sempre submersa, mas outra está sujeita às vontades das marés, podendo vir à superfície na baixa-mar. Caracteriza-se pela acumulação de sedimentos que coloca o nível dos fundos mais alto do que seria normal esperar. A laguna que se forma, protegida do Oceano por cordões de dunas, goza de grande diversidade faunística (com grande destaque para a avifauna) e florística entre as suas cinco ilhas arenosas e duas línguas peninsulares. Preserva tesouros da natureza animal como algumas aves migratórias vindas do Norte da Europa que aqui passam ou procuram um Inverno mais suave (o pato-real,a piadeira, o pato-trombeteiro, o marrequinho, o borrelho de coleira interrompida, a tarambola-cinzenta, o fuselo, o maçarico-de-bico-direito, o maçarico-real, o alfaiate, o perna-longa, o pilrito-pequeno e o pilrito-comum) ou símbolos do parque (como é a galinha-sultana, a garça-branca-pequena ou a cegonha-branca), ou ainda algumas aves de rapina que no inverno usam a Ria Formosa como zona de caça (vários taranhões, a águia-de-asa-redonda, falcões como o falcão-peregrino, ou outras, nocturnas, como a coruja-do-nabal ou a coruja-das-torres). A importância da ria é também económica já que a maioria desta população lá trabalha, na pesca do robalo, do sargo, da dourada e do linguado; na mariscagem; e na moluscicultura - os bivalves, como a ostra, o berbigão, o lingueirão ou as amêijoas, são predominantes por aqui.

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publicado às 23:08


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